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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Homens e cérebros

A capacidade criativa é o que caracteriza o ser humano diante das outras espécies.
Mas, o que fez surgir o homem moderno, com um cérebro altamente desenvolvido, capaz de imaginar e construir o que imaginou?
Quais os primeiros passos de nossa história evolutiva? Como eram os seres humanos primitivos?
Veja os vídeos a seguir, eles irão ajudá-lo a formular uma resposta.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Como o nosso corpo funciona?

Homem Vitruviano, por Leonardo da Vinci

Imagine a seguinte situação: para alcançar a fruta no alto de uma árvore, um menino deve escalá-la. Nesta feita, escorrega e quase cai. Mas como quer muito aquela fruta, segura-se firmemente e continua a subir. Finalmente ele a saboreia com prazer.
Embora ele não tenha percebido, várias coisas aconteceram com o seu corpo nestes momentos, sem que ele se desse conta:
  • o ar entrou e saiu dos pulmões,
  • o sangue circulou pelas veias,
  • os músculos se mexeram segundo sua vontade,
  • o coração disparou enquanto ele escorregava
  • suas mãos ficaram mais frias,
  • ele salivou...
Tudo isso por que o seu corpo já sabia o que fazer!
O corpo humano é capaz de muitas coisas, produzir energia, se refazer utilizando informações e materiais do meio ambiente, e inventar soluções novas. Ele possui um conjunto de sistemas que funcionam de forma interdependente e capazes de realizar diversas funções.




Mas é preciso alguns cuidados para fazer com que o nosso corpo funcione bem. Um ambiente saudável, uma boa alimentação e a prática de atividades físicas são fundamentais para a manutenção da saúde. Então:
O que você anda comendo e bebendo? Como você prepara os alimentos? O que é mais importante na sua alimentação, quantidade ou qualidade? Você toma remédio por conta própria ou que qualquer pessoa lhe indica?
Como está o ambiente em que você vive? Tem água encanada e esgotamento sanitário? Você sempre lava as mãos quando volta da rua, ao preparar as refeições ou depois que vai ao sanitário?
Você pratica atividades físicas regularmente: joga futebol, faz caminhada, dança com alguma frequencia?
Costuma se distrair de vez em quando, lendo, passeando, batendo um papo com os amigos, namorando?
Muitas coisas fazem com que o nosso corpo funcione bem. Outras, interferem em nossa saúde e nossa qualidade de vida.
O que você anda fazendo com o seu corpo?
Seja um ecologista, preserve a natureza. Preserve-se, você faz parte dela.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Vamos discutir a relação?

"Você é um parasita!!!" disse a garota zangada ao namorado que vivia pegando, sem lhe devolver, dinheiro emprestado. "Fica aí nessa folga toda, sugando tudo o que eu ganho. Mas eu estou a fim de um outro tipo de relação... quero mais companheirismo, mais colaboração, quero alguém que esteja ao meu lado e não na minha aba! Procura um serviço, poxa!!!"

Este termo que a moça utiliza, parasita, tem origem na biologia, "diz-se do animal ou vegetal que vive à custa do outro". Mas do jeito que a moça reclamou, seu sentido é de "explorador" - conforme define Silveira Bueno no seu Minidicionario da Língua Portuguesa. Alguém que só traz prejuízo para a relação.
Quais são os animais parasitas? Quais aqueles que vivem à custa do ser humano?
Veja um destes abusados aqui.
Voltando a historinha dos namorados: o cara dava o troco...

"Você está se achando, não é? Fica sabendo que tem uma fila de espera cheia de mulher querendo o meu passe! Eu sou é predador."

Novamente outro termo emprestado de relações ecológicas estabelecidas entre os seres vivos. Mas diferentemente dos namorados, cuja relação terminou,
o parasitismo e predatismo se estabelecem entre seres vivos de espécies diferentes.
Descubra um verdadeiro predador neste vídeo.
Nem todas as relações ecológicas entre espécies diferentes são assim desarmônicas, há casos de convivência pacífica e até parceria com benefícios e sem prejuízos para uma ou ambas as partes.
Você conhece aquele ditado que diz "uma mão lava a outra"? Pois é mais ou menos neste sentido que acontece a protocooperação, como por exemplo quando certas aves catam e comem os parasitas que infestam o gado. Ambos se beneficiam, o primeiro se alimenta e o segundo livra-se do parasita.
Existe protocooperação entre humanos e golfinhos? Veja esta história.
Mais protocooperadores: o peixinho e a anêmona.
Foto de Oneras em http://www.flickr.com/

E há também espécies que não sobrevivem umas sem as outras:Foto de Antonio Machado em http://www.flickr.com/

Abelhas e borboletas se alimentam de néctar e polinizam flores de determinadas espécies. Sem esses insetos não haveria a reprodução das plantas nas quais estes insetos se alimentam, e sem o alimento destas plantas eles não sobreviveriam... É um casamento tipo "até que a morte os separe", ou, biologicamente dizendo, esta é uma relação de mutualismo.
Em outro tipo de relação, o inquilinismo, uma especie se beneficia de outra sem lhe causar prejuízo. O "hóspede" se apropria do que precisa, mas não prejudica o "hospedeiro"... Veja orquídeas, bromelias e samambaias, as belas hóspedes das árvores neste vídeo.
Tem bicho que vive de sobras! Na relação de comensalismo há espécies que se beneficiam consumindo os restos alimentares da outra espécie. São comensais (mesmo sem convite), dos tubarões: as rêmoras, dos leões: as hienas e dos homens: os urubus.

ÊPA! O termo comensalismo não se aplica para relações entre seres humanos! Este termo se aplica a espécies diferentes. É bom lembrar que alguns conceitos formamos a partir de nossas experiências em relações sociais, mas eles precisam ser melhor definidos a luz da ciência!

Para entender melhor estas e outras relações ecológicas entre seres vivos de mesma especie ou de especies diferentes, veja este vídeo e analise este diagrama.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O quanto a cor da pele faz um "negro"?

Imagem by Sergio Araujo Pereira, sob licença Creative Commons no Flickr.

Em 2007, ao submeter sua saliva para análise de DNA, Neguinho da Beija-Flor descobriu que 67,1% dos seus genes tinham ascendência européia. Apenas 31,5% tinham ascendência africana.

Mas, em sua aparência, o que identificaria aquela ascendência européia?

Bem, o DNA mitocondrial usado para rastrear a ascendência materna remete a apenas uma ancestral, que viveu a milhares de anos. Depois dela, as “misturas genéticas” que acontecem não aparecem.
O mesmo acontece ao rastrear a ascendência paterna. O cromossomo Y é herdado do pai, que herdou do pai dele, que herdou do pai, do pai... do pai primeiro ascendente, e chega ao descendente atual sem alterações.
Um e outro ficam marcados no seu DNA mesmo que as características genéticas não estejam aparentes no formato do rosto, na textura dos cabelos ou na cor da pele. Esta, para os seres humanos, seria como a pintura de carros de um mesmo tipo: “por dentro eles são iguais”.

Então, se geneticamente, a cor da pele não faz um “negro”, o que faz?

Se para a biologia o conceito de “raça” - e como tal “raça negra” - tende a não existir, o mesmo não acontece nos meios sociais. Durante séculos, ser negro foi, injustamente, motivo de escravização e ainda tem sido, preconceituosamente, motivo para humilhação, discriminação e exclusão. Com ou sem o aval da Ciência.
Mas a questão biológica, se vem comprovar uma verdade científica sobre raças, tanto pode servir para diminuir o preconceito como pode servir a propósitos que dificultem a implementação de políticas afirmativas; assim como outrora determinada interpretação do texto bíblico (Gênesis4,1-16), serviu para justificar a escravidão nas Américas. Depende dos objetivos e usos aos quais a Ciência é atrelada hoje, assim como foi o texto bíblico no passado.

O quanto a cor da pele faz de você um “negro”?
Feche os olhos e visualize a resposta...

E o que significa ser negro hoje?
Feche os olhos novamente, mas não visualize a resposta, procure senti-la – se os seus genes europeus assim o permitirem.

Quer saber um pouquinho mais sobre raças e racismo?
Veja o artigo do professor Sérgio Pena.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Caranguejo Rei e a Seleção das Espécies - Semana da Ciência e da Tecnologia

Isto é um fato histórico, foi relatado por Carl Sagan no segundo episódio da série Cosmos: Uma Voz no mundo Cósmico.
"No século XII o Japão era governado por um Clã de guerreiros, os Heiki. O imperador deste povo era um menino de apenas 12 anos e a sua avó era a sua guardiã.
Os Heiki se envolveram em uma longa guerra com outro Clã de guerreiros, os Jenjii.
A batalha decisiva entre eles ocorreu nas águas tranquilas de uma baía do Mar do Japão, no dia 24 de abril de 1165. A situação não era boa para os Heiki, que estavam em desvantagem e perdiam a batalha. A medida que se viam encurralados, os guerreiros, não se entregavam, lançavam-se ao mar e se afogavam.
A avó do imperador decidiu que o menino não seria capturado. Orou aos seus deuses junto com o menino, pegou-o nos seus braços e atirou-se ao mar, carregando-o para a morte no fundo das águas.
Apenas algumas mulheres da corte do imperador sobreviveram. Tiveram filhos com os pescadores das aldeias locais, próximas ao mar onde se deu a última batalha. Seus descendentes ainda hoje honram a bravura dos ancestrais naquele dia fatídico, celebrando-os em seus templos."
Agora, o restante da história virou lenda:
"Os pescadores locais dizem que os guerreiros Heiki ainda vagueiam pelo fundo do mar do Japão, na forma de Caranguejos Rei."
Isto é um fato:
Estes caranguejos tem o rosto de um guerreiro Samurai marcado em suas carapaças. Eles não são consumidos pelos pescadores, quando apanhados, são devolvidos ao mar.
Seria um sinal de respeito dos pescadores aos Samurais transformados...

E o que isto tem a ver com a seleção das espécies?
Veja a explicação de Carl Sagan no vídeo: Cosmos - As Origens da Vida - Parte 2.


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Darwin e o Bambu Chinês

Imagem: www.cepolina.com
Conta a fábula que o carvalho foi arrancado pelos ventos e levado pelas águas na tempestade, enquanto o bambu continuava balançando-se, mas firmemente preso ao solo. Quando questionado, o bambu teria respondido:
_ Eu me curvo às intempéries conforme a força que têm. Assim, não sou derrubado e sobrevivo a elas.
Esquecendo a moral desta história e indo direto ao fato: o bambu chinês resiste a fortes ventos e tempestades, enquanto outras árvores com troncos mais grossos, podem ser arrancadas pelas raízes com as fortes ventanias.
Outro fato é que, depois de plantado, o bambu chinês aponta apenas um broto durante todo um primeiro ano. No segundo ano, continua apenas sendo um broto. No terceiro ano, ainda está lá apenas um brotinho. No quarto ano depois de plantado, aquele brotinho do bambu chinês continua lá se espreguiçando sobre a terra. Mas, no quinto ano... O tal brotinho cresce tanto que chega a atingir 25 metros de altura!
Esse brotinho e muitos outros, porque os bambus chineses estão quase sempre agrupados em florestas. Eles raramente crescem sozinhos.
A explicação científica é a seguinte: nos quatros anos anteriores ao milagre do seu crescimento, o bambuzinho não está parado. Ele está é se preparando para subir. Suas raízes se entrelaçam com as de outros, se espalhando e se aprofundando por debaixo da terra. Nesse período o brotinho vai acumulando energia para um crescimento espetacular.
Assim os bambus se preparam para enfrentar ventos fortes sem que suas raízes sejam arrancadas do chão no futuro. Com raízes fortes, o bambu chinês pode suportar todas as intempéries sem que isto afete sua sobrevivência.
E Darwin explicaria: os bambus que outrora (bem outrora!) cresceram rápido demais sem estarem com suas raízes fortes e preparadas foram arrancados pelo vento e perderam sua linhagem, desaparecendo da espécie. Mas os bambus mais enraizados se reproduziram e sobreviveram cada vez mais adaptados ao seu ambiente.
Ou seja, Darwin e a seleção natural das espécies têm tudo a ver com a fábula do bambu chinês que agüenta a ventania...

Mas, voltando à moral da história, a quanto vento devemos nos curvar?
Quanto podemos suportar antes de sermos derrubados pela ventania?

Veja resposta na Escala de Beaufort.

Considerando que a evolução das espécies é um processo muuuuuuito demorado, como os cientistas hoje puderam comprovar a teoria de Darwin?
A resposta é meio complicada...