sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Vem chegando o verão...

E com ele algumas celebridades que se proliferam com o calor. Mas não são as musas das praias do Rio...São outras pequenas criaturas, muito famosas, constantes nas manchetes do Jornal Nacional, no outdoor das esquinas, nas páginas dos jornais e revistas e às vezes até nas novelas...
Veja o vídeo abaixo, mas não se encante com as criaturinhas aladas fazendo o seu bailado de acasalamento aéreo ao som de uma romântica trilha musical: este é só o começo de uma vida curta, mas avassaladora!
Aproveite este momento para conhecer melhor esta celebridade. E tome cuidado: o inimigo mora ao lado...

A Vida Íntima do Aedes Aegypti.

Você sabe de qual lugar veio esse inseto?
Veja como começou a sua história no Brasil. E muito dos problemas que já causou...

Quer saber mais sobre como acabar com o mosquito e prevenir a Dengue?
Veja aqui.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Inundações, ratos e natação...

Imagem by Rasbak, buscada na Wikmedia Commons

Novembro de 2008 está sendo farto em águas. Os sistemas de análise meteorológica dizem que, aqui pelo Sudeste - e também pelo centro-oeste – o fenômeno se dá por conta da Zona de Convergência do Atlântico.

O resultado destas chuvas em nossa cidade tem sido o de deslizamentos e/ou inundações constantes. Tudo para: os motoristas estacionam os carros no meio das ruas e nos lugares mais altos. Algumas pessoas se atrevem a passar pelas águas, outras esperam as águas baixarem para voltar para casa ou irem para os locais de trabalho. Isso vai depender da hora em que a chuvarada cai.

É possível, nestas horas de alagamento, ver, meio que se escondendo, ratazanas fugidias. Algumas aparecem nadando.

Ué... rato nada?

Nesse vídeo, o ratinho australiano além de nadar, também surfa:

Mas este não é o caso. Rato surfista é coisa induzida pelo ser humano. Enquanto que a natação, para esse bicho é uma coisa natural, o que o torna um problema para a saúde pública, pois com esta sua capacidade de não se afogar, ele leva adiante a outros territórios a possibilidade de infectar pessoas. Ratos + esgoto + inundação = leptospirose.

Entre outras doenças, o rato é o principal responsável pela transmissão da leptospirose, pois ele aloja em seus rins – sem que isso lhe cause nenhum dano – a bactéria Lepstopira interrrogans, que elimina através da urina. Essa bactéria sobrevive no solo úmido ou na água.

Por isso é que a água e a lama das enchentes devem ser evitadas pelos seres humanos: a bactéria deixada pela urina do rato pode penetrar através da pele e de mucosas como as dos olhos, nariz e boca, pequenos ferimentos ou então através de alimentos contaminados.

Quais os sintomas da leptospirose? Como evitá-la?

Veja a resposta aqui.


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O quanto a cor da pele faz um "negro"?

Imagem by Sergio Araujo Pereira, sob licença Creative Commons no Flickr.

Em 2007, ao submeter sua saliva para análise de DNA, Neguinho da Beija-Flor descobriu que 67,1% dos seus genes tinham ascendência européia. Apenas 31,5% tinham ascendência africana.

Mas, em sua aparência, o que identificaria aquela ascendência européia?

Bem, o DNA mitocondrial usado para rastrear a ascendência materna remete a apenas uma ancestral, que viveu a milhares de anos. Depois dela, as “misturas genéticas” que acontecem não aparecem.
O mesmo acontece ao rastrear a ascendência paterna. O cromossomo Y é herdado do pai, que herdou do pai dele, que herdou do pai, do pai... do pai primeiro ascendente, e chega ao descendente atual sem alterações.
Um e outro ficam marcados no seu DNA mesmo que as características genéticas não estejam aparentes no formato do rosto, na textura dos cabelos ou na cor da pele. Esta, para os seres humanos, seria como a pintura de carros de um mesmo tipo: “por dentro eles são iguais”.

Então, se geneticamente, a cor da pele não faz um “negro”, o que faz?

Se para a biologia o conceito de “raça” - e como tal “raça negra” - tende a não existir, o mesmo não acontece nos meios sociais. Durante séculos, ser negro foi, injustamente, motivo de escravização e ainda tem sido, preconceituosamente, motivo para humilhação, discriminação e exclusão. Com ou sem o aval da Ciência.
Mas a questão biológica, se vem comprovar uma verdade científica sobre raças, tanto pode servir para diminuir o preconceito como pode servir a propósitos que dificultem a implementação de políticas afirmativas; assim como outrora determinada interpretação do texto bíblico (Gênesis4,1-16), serviu para justificar a escravidão nas Américas. Depende dos objetivos e usos aos quais a Ciência é atrelada hoje, assim como foi o texto bíblico no passado.

O quanto a cor da pele faz de você um “negro”?
Feche os olhos e visualize a resposta...

E o que significa ser negro hoje?
Feche os olhos novamente, mas não visualize a resposta, procure senti-la – se os seus genes europeus assim o permitirem.

Quer saber um pouquinho mais sobre raças e racismo?
Veja o artigo do professor Sérgio Pena.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Você utilizaria petróleo e bacalhau em uma mesma receita?

Imagem de Richard Alexander Caraballo buscada no Flickr Commons


Quando se fala de petróleo, pensa-se logo em gasolina, e não dá para imaginar o que aquele líquido viscoso teria a ver com o bacalhau. De fato eu não os colocaria numa mesma receita, mesmo que acontecesse um vazamento nas plataformas do Mar do Norte e atingisse os habitats do peixe.

Então qual a razão da pergunta: "você utilizaria petróleo e bacalhau em uma mesma receita"?

Para responder, outras perguntas:


Quais os derivados do petroleo que você conhece além dos combustíveis óbvios: gasolina, óleo diesel e querosene?

Você já ouviu falar de nafta?

Veja aqui* o que é a nafta e tudo o que pode ser feito com ela.


E a receita?

O bacalhau vai no bolinho, frito em óleo de soja – porque no azeite fica muito caro! E o petróleo...

Bom, para extrair o óleo da soja, é preciso um solvente. Esse solvente utilizado no processo de extração é um dos subderivados do petróleo, o hexano. A soja é prensada, o óleo é extraído e fica misturado com o hexano. Depois os dois são separados através de um processo de destilação. Recupera-se o solvente para novas prensagens de grãos e o óleo vai prá latinha. Ou para a garrafinha plástica, que é um dos outros produtos subderivados também...

O óleo de soja que compramos no supermercado, é óbvio, é próprio para o nosso consumo. Mas se você está preocupado com os efeitos colaterais de possíveis resquícios de um subproduto do petróleo no seu bolinho de bacalhau, ou do quanto o uso deste subproduto representa no consumo de combustíveis fósseis e no aquecimento global, pode ficar mais tranqüilo: estudos recentes apontam para outras formas de extração que substituem o hexano por enzimas, tornando este processo potencialmente mais saudável para os consumidores e ecologicamente mais correto para o planeta.

De qualquer forma, acho que deu para perceber que o petróleo anda por lugares insuspeitos da nossa vidinha doméstica... Até mesmo na receita do bolinho de bacalhau!


* Animação de uma das indústrias petroquímicas do país que processa a nafta.


Esta postagem baseia-se em artigo publicado na Revista da Petrobrás Ano V, nº 43; e informações obtidas no site http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/1997/abril/bn.2004-11-25.8268681506/

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Caranguejo Rei e a Seleção das Espécies - Semana da Ciência e da Tecnologia

Isto é um fato histórico, foi relatado por Carl Sagan no segundo episódio da série Cosmos: Uma Voz no mundo Cósmico.
"No século XII o Japão era governado por um Clã de guerreiros, os Heiki. O imperador deste povo era um menino de apenas 12 anos e a sua avó era a sua guardiã.
Os Heiki se envolveram em uma longa guerra com outro Clã de guerreiros, os Jenjii.
A batalha decisiva entre eles ocorreu nas águas tranquilas de uma baía do Mar do Japão, no dia 24 de abril de 1165. A situação não era boa para os Heiki, que estavam em desvantagem e perdiam a batalha. A medida que se viam encurralados, os guerreiros, não se entregavam, lançavam-se ao mar e se afogavam.
A avó do imperador decidiu que o menino não seria capturado. Orou aos seus deuses junto com o menino, pegou-o nos seus braços e atirou-se ao mar, carregando-o para a morte no fundo das águas.
Apenas algumas mulheres da corte do imperador sobreviveram. Tiveram filhos com os pescadores das aldeias locais, próximas ao mar onde se deu a última batalha. Seus descendentes ainda hoje honram a bravura dos ancestrais naquele dia fatídico, celebrando-os em seus templos."
Agora, o restante da história virou lenda:
"Os pescadores locais dizem que os guerreiros Heiki ainda vagueiam pelo fundo do mar do Japão, na forma de Caranguejos Rei."
Isto é um fato:
Estes caranguejos tem o rosto de um guerreiro Samurai marcado em suas carapaças. Eles não são consumidos pelos pescadores, quando apanhados, são devolvidos ao mar.
Seria um sinal de respeito dos pescadores aos Samurais transformados...

E o que isto tem a ver com a seleção das espécies?
Veja a explicação de Carl Sagan no vídeo: Cosmos - As Origens da Vida - Parte 2.


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Medindo o Tempo que Passa...


O tempo é uma abstração, ou seja, ele é considerado um devaneio da nossa mente, uma invenção humana...


Mas para que o ser humano teria inventado essa coisa de tempo?

No começo da nossa história, os processos agrícolas eram determinantes para a sobrevivência dos povos. Saber a época certa de plantar e colher, a época em que viria o frio, ou o calor era muito importante para a produção de alimentos.

Aqueles que observavam a natureza começaram a perceber os movimentos do sol, das estrelas e da lua. Perceberam que estes movimentos obedeciam a um ciclo constante, e a partir daí começaram a contar os períodos em que aconteciam. Assim, inventaram os calendários, e incluíram nestes as celebrações religiosas referentes aos ciclos da agricultura. As festas do Sol – ou do Fogo – datam ainda deste período.

Diferentes formas de contar o tempo decorreram de optar pelos movimentos do Sol ou da Lua. Os pescadores até hoje preferem o calendário lunar. (Será que isto tem relação com as marés?)


E por falar em lua, você sabe quantas luas um bebê permanece na barriga da mãe antes de nascer? Conte aqui.


Mas, a maioria dos calendários hoje, segue a orientação solar, que já era utilizada no Antigo Egito, há pelo menos 6000 anos. O chamado ciclo solar, na verdade obedece ao movimento de translação da Terra, pois é ela que gira ao redor do Sol...

Esta civilização tão desenvolvida também viu a necessidade de contar o tempo em suas atividades diárias. Para isto, baseou-se na observação das sombras solares sobre os objetos. Os mostruários dos relógios analógicos, ainda hoje, seguem este tipo de marcação ao redor de um eixo...


Para contar os períodos noturnos, os povos inventaram outros instrumentos: velas marcadas, ampulhetas e relógios d’água.

Os egípcios inventaram a clepsidra (clep quer dizer roubar e hydra quer dizer água). Funcionava assim: Uma tigela recebia marcações horizontais internas e tinha um furinho bem embaixo. Ela era cheia até a borda e na medida em que a água escorria, contava-se o tempo entre as marcações de nível.

Na Grécia ela era muito utilizada para controlar o tempo em que os políticos falavam em praça pública (alguma coisa assim como o horário eleitoral). Mas sempre havia os espertinhos que conseguiam driblar o tempo marcado mexendo um pouquinho na clepsidra... Você tem idéia do que eles faziam?


Os chineses inventaram uma engenhoca trabalhosa para medir o tempo. Eles utilizaram recursos da clepsidra, engrenagens e até um pêndulo! E alguns destes mecanismos, bastante aperfeiçoados, ainda são utilizados atualmente. Mas, daquela época até hoje, muita água rolou por debaixo da ponte – quer dizer, escorreu pelo furinho da clepsidra...

Diversos inventores contribuíram para o aperfeiçoamento dos relógios. Dizem até que Santos Dumont, mas há controvérsias. Bem, de qualquer forma, ele lançou a moda dos homens usarem relógios de pulso!

Medir o tempo tornou-se uma coisa tão séria que inventaram até o relógio atômico. Ele permite a medida mais precisa que existe.

Mas eu não sei se tudo isso é apenas uma questão de “tempo é dinheiro”, como dizem por aí. Acho que a coisa está relacionada com o passado e o futuro.


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia



Acontecendo, oficialmente, de 20 a 26 de outubro de 2008, mas há eventos anteriores, nos dias 18 e 19...

Como Participar?

Você pode participar de qualquer evento da SNCT, já que todos são gratuitos. Basta se informar sobre ele no site nacional da Semana, em sites estaduais ou ainda nos meios de comunicação de sua cidade ou região. No site nacional da Semana, você encontrará as informações sobre todos os eventos da Semana que já estiverem registrados e também o contato dos coordenadores por estado, além de informações, notícias, artigos, clipes, links para vídeos de ciência e outros materiais. Se você tiver interesse em uma participação mais ativa, divulgando-a e organizando eventos, vá em frente e pense no que você pode realizar na sua instituição de pesquisa, na sua escola ou universidade, no seu bairro, na sua associação, em locais públicos etc. É importante que você cadastre no site a sua instituição e as atividades que pretende desenvolver. As informações recolhidas de todo o país ficarão disponíveis para o público e para a imprensa.

Publicado em http://semanact.mct.gov.br/index.php/content/view/1924.html

Se você quiser ver a programação dos eventos em Niterói, clique direto aqui.