sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Vem chegando o verão...

E com ele algumas celebridades que se proliferam com o calor. Mas não são as musas das praias do Rio...São outras pequenas criaturas, muito famosas, constantes nas manchetes do Jornal Nacional, no outdoor das esquinas, nas páginas dos jornais e revistas e às vezes até nas novelas...
Veja o vídeo abaixo, mas não se encante com as criaturinhas aladas fazendo o seu bailado de acasalamento aéreo ao som de uma romântica trilha musical: este é só o começo de uma vida curta, mas avassaladora!
Aproveite este momento para conhecer melhor esta celebridade. E tome cuidado: o inimigo mora ao lado...

A Vida Íntima do Aedes Aegypti.

Você sabe de qual lugar veio esse inseto?
Veja como começou a sua história no Brasil. E muito dos problemas que já causou...

Quer saber mais sobre como acabar com o mosquito e prevenir a Dengue?
Veja aqui.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Inundações, ratos e natação...

Imagem by Rasbak, buscada na Wikmedia Commons

Novembro de 2008 está sendo farto em águas. Os sistemas de análise meteorológica dizem que, aqui pelo Sudeste - e também pelo centro-oeste – o fenômeno se dá por conta da Zona de Convergência do Atlântico.

O resultado destas chuvas em nossa cidade tem sido o de deslizamentos e/ou inundações constantes. Tudo para: os motoristas estacionam os carros no meio das ruas e nos lugares mais altos. Algumas pessoas se atrevem a passar pelas águas, outras esperam as águas baixarem para voltar para casa ou irem para os locais de trabalho. Isso vai depender da hora em que a chuvarada cai.

É possível, nestas horas de alagamento, ver, meio que se escondendo, ratazanas fugidias. Algumas aparecem nadando.

Ué... rato nada?

Nesse vídeo, o ratinho australiano além de nadar, também surfa:

Mas este não é o caso. Rato surfista é coisa induzida pelo ser humano. Enquanto que a natação, para esse bicho é uma coisa natural, o que o torna um problema para a saúde pública, pois com esta sua capacidade de não se afogar, ele leva adiante a outros territórios a possibilidade de infectar pessoas. Ratos + esgoto + inundação = leptospirose.

Entre outras doenças, o rato é o principal responsável pela transmissão da leptospirose, pois ele aloja em seus rins – sem que isso lhe cause nenhum dano – a bactéria Lepstopira interrrogans, que elimina através da urina. Essa bactéria sobrevive no solo úmido ou na água.

Por isso é que a água e a lama das enchentes devem ser evitadas pelos seres humanos: a bactéria deixada pela urina do rato pode penetrar através da pele e de mucosas como as dos olhos, nariz e boca, pequenos ferimentos ou então através de alimentos contaminados.

Quais os sintomas da leptospirose? Como evitá-la?

Veja a resposta aqui.


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O quanto a cor da pele faz um "negro"?

Imagem by Sergio Araujo Pereira, sob licença Creative Commons no Flickr.

Em 2007, ao submeter sua saliva para análise de DNA, Neguinho da Beija-Flor descobriu que 67,1% dos seus genes tinham ascendência européia. Apenas 31,5% tinham ascendência africana.

Mas, em sua aparência, o que identificaria aquela ascendência européia?

Bem, o DNA mitocondrial usado para rastrear a ascendência materna remete a apenas uma ancestral, que viveu a milhares de anos. Depois dela, as “misturas genéticas” que acontecem não aparecem.
O mesmo acontece ao rastrear a ascendência paterna. O cromossomo Y é herdado do pai, que herdou do pai dele, que herdou do pai, do pai... do pai primeiro ascendente, e chega ao descendente atual sem alterações.
Um e outro ficam marcados no seu DNA mesmo que as características genéticas não estejam aparentes no formato do rosto, na textura dos cabelos ou na cor da pele. Esta, para os seres humanos, seria como a pintura de carros de um mesmo tipo: “por dentro eles são iguais”.

Então, se geneticamente, a cor da pele não faz um “negro”, o que faz?

Se para a biologia o conceito de “raça” - e como tal “raça negra” - tende a não existir, o mesmo não acontece nos meios sociais. Durante séculos, ser negro foi, injustamente, motivo de escravização e ainda tem sido, preconceituosamente, motivo para humilhação, discriminação e exclusão. Com ou sem o aval da Ciência.
Mas a questão biológica, se vem comprovar uma verdade científica sobre raças, tanto pode servir para diminuir o preconceito como pode servir a propósitos que dificultem a implementação de políticas afirmativas; assim como outrora determinada interpretação do texto bíblico (Gênesis4,1-16), serviu para justificar a escravidão nas Américas. Depende dos objetivos e usos aos quais a Ciência é atrelada hoje, assim como foi o texto bíblico no passado.

O quanto a cor da pele faz de você um “negro”?
Feche os olhos e visualize a resposta...

E o que significa ser negro hoje?
Feche os olhos novamente, mas não visualize a resposta, procure senti-la – se os seus genes europeus assim o permitirem.

Quer saber um pouquinho mais sobre raças e racismo?
Veja o artigo do professor Sérgio Pena.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Você utilizaria petróleo e bacalhau em uma mesma receita?

Imagem de Richard Alexander Caraballo buscada no Flickr Commons


Quando se fala de petróleo, pensa-se logo em gasolina, e não dá para imaginar o que aquele líquido viscoso teria a ver com o bacalhau. De fato eu não os colocaria numa mesma receita, mesmo que acontecesse um vazamento nas plataformas do Mar do Norte e atingisse os habitats do peixe.

Então qual a razão da pergunta: "você utilizaria petróleo e bacalhau em uma mesma receita"?

Para responder, outras perguntas:


Quais os derivados do petroleo que você conhece além dos combustíveis óbvios: gasolina, óleo diesel e querosene?

Você já ouviu falar de nafta?

Veja aqui* o que é a nafta e tudo o que pode ser feito com ela.


E a receita?

O bacalhau vai no bolinho, frito em óleo de soja – porque no azeite fica muito caro! E o petróleo...

Bom, para extrair o óleo da soja, é preciso um solvente. Esse solvente utilizado no processo de extração é um dos subderivados do petróleo, o hexano. A soja é prensada, o óleo é extraído e fica misturado com o hexano. Depois os dois são separados através de um processo de destilação. Recupera-se o solvente para novas prensagens de grãos e o óleo vai prá latinha. Ou para a garrafinha plástica, que é um dos outros produtos subderivados também...

O óleo de soja que compramos no supermercado, é óbvio, é próprio para o nosso consumo. Mas se você está preocupado com os efeitos colaterais de possíveis resquícios de um subproduto do petróleo no seu bolinho de bacalhau, ou do quanto o uso deste subproduto representa no consumo de combustíveis fósseis e no aquecimento global, pode ficar mais tranqüilo: estudos recentes apontam para outras formas de extração que substituem o hexano por enzimas, tornando este processo potencialmente mais saudável para os consumidores e ecologicamente mais correto para o planeta.

De qualquer forma, acho que deu para perceber que o petróleo anda por lugares insuspeitos da nossa vidinha doméstica... Até mesmo na receita do bolinho de bacalhau!


* Animação de uma das indústrias petroquímicas do país que processa a nafta.


Esta postagem baseia-se em artigo publicado na Revista da Petrobrás Ano V, nº 43; e informações obtidas no site http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/1997/abril/bn.2004-11-25.8268681506/

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Caranguejo Rei e a Seleção das Espécies - Semana da Ciência e da Tecnologia

Isto é um fato histórico, foi relatado por Carl Sagan no segundo episódio da série Cosmos: Uma Voz no mundo Cósmico.
"No século XII o Japão era governado por um Clã de guerreiros, os Heiki. O imperador deste povo era um menino de apenas 12 anos e a sua avó era a sua guardiã.
Os Heiki se envolveram em uma longa guerra com outro Clã de guerreiros, os Jenjii.
A batalha decisiva entre eles ocorreu nas águas tranquilas de uma baía do Mar do Japão, no dia 24 de abril de 1165. A situação não era boa para os Heiki, que estavam em desvantagem e perdiam a batalha. A medida que se viam encurralados, os guerreiros, não se entregavam, lançavam-se ao mar e se afogavam.
A avó do imperador decidiu que o menino não seria capturado. Orou aos seus deuses junto com o menino, pegou-o nos seus braços e atirou-se ao mar, carregando-o para a morte no fundo das águas.
Apenas algumas mulheres da corte do imperador sobreviveram. Tiveram filhos com os pescadores das aldeias locais, próximas ao mar onde se deu a última batalha. Seus descendentes ainda hoje honram a bravura dos ancestrais naquele dia fatídico, celebrando-os em seus templos."
Agora, o restante da história virou lenda:
"Os pescadores locais dizem que os guerreiros Heiki ainda vagueiam pelo fundo do mar do Japão, na forma de Caranguejos Rei."
Isto é um fato:
Estes caranguejos tem o rosto de um guerreiro Samurai marcado em suas carapaças. Eles não são consumidos pelos pescadores, quando apanhados, são devolvidos ao mar.
Seria um sinal de respeito dos pescadores aos Samurais transformados...

E o que isto tem a ver com a seleção das espécies?
Veja a explicação de Carl Sagan no vídeo: Cosmos - As Origens da Vida - Parte 2.


video

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Medindo o Tempo que Passa...


O tempo é uma abstração, ou seja, ele é considerado um devaneio da nossa mente, uma invenção humana...


Mas para que o ser humano teria inventado essa coisa de tempo?

No começo da nossa história, os processos agrícolas eram determinantes para a sobrevivência dos povos. Saber a época certa de plantar e colher, a época em que viria o frio, ou o calor era muito importante para a produção de alimentos.

Aqueles que observavam a natureza começaram a perceber os movimentos do sol, das estrelas e da lua. Perceberam que estes movimentos obedeciam a um ciclo constante, e a partir daí começaram a contar os períodos em que aconteciam. Assim, inventaram os calendários, e incluíram nestes as celebrações religiosas referentes aos ciclos da agricultura. As festas do Sol – ou do Fogo – datam ainda deste período.

Diferentes formas de contar o tempo decorreram de optar pelos movimentos do Sol ou da Lua. Os pescadores até hoje preferem o calendário lunar. (Será que isto tem relação com as marés?)


E por falar em lua, você sabe quantas luas um bebê permanece na barriga da mãe antes de nascer? Conte aqui.


Mas, a maioria dos calendários hoje, segue a orientação solar, que já era utilizada no Antigo Egito, há pelo menos 6000 anos. O chamado ciclo solar, na verdade obedece ao movimento de translação da Terra, pois é ela que gira ao redor do Sol...

Esta civilização tão desenvolvida também viu a necessidade de contar o tempo em suas atividades diárias. Para isto, baseou-se na observação das sombras solares sobre os objetos. Os mostruários dos relógios analógicos, ainda hoje, seguem este tipo de marcação ao redor de um eixo...


Para contar os períodos noturnos, os povos inventaram outros instrumentos: velas marcadas, ampulhetas e relógios d’água.

Os egípcios inventaram a clepsidra (clep quer dizer roubar e hydra quer dizer água). Funcionava assim: Uma tigela recebia marcações horizontais internas e tinha um furinho bem embaixo. Ela era cheia até a borda e na medida em que a água escorria, contava-se o tempo entre as marcações de nível.

Na Grécia ela era muito utilizada para controlar o tempo em que os políticos falavam em praça pública (alguma coisa assim como o horário eleitoral). Mas sempre havia os espertinhos que conseguiam driblar o tempo marcado mexendo um pouquinho na clepsidra... Você tem idéia do que eles faziam?


Os chineses inventaram uma engenhoca trabalhosa para medir o tempo. Eles utilizaram recursos da clepsidra, engrenagens e até um pêndulo! E alguns destes mecanismos, bastante aperfeiçoados, ainda são utilizados atualmente. Mas, daquela época até hoje, muita água rolou por debaixo da ponte – quer dizer, escorreu pelo furinho da clepsidra...

Diversos inventores contribuíram para o aperfeiçoamento dos relógios. Dizem até que Santos Dumont, mas há controvérsias. Bem, de qualquer forma, ele lançou a moda dos homens usarem relógios de pulso!

Medir o tempo tornou-se uma coisa tão séria que inventaram até o relógio atômico. Ele permite a medida mais precisa que existe.

Mas eu não sei se tudo isso é apenas uma questão de “tempo é dinheiro”, como dizem por aí. Acho que a coisa está relacionada com o passado e o futuro.


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia



Acontecendo, oficialmente, de 20 a 26 de outubro de 2008, mas há eventos anteriores, nos dias 18 e 19...

Como Participar?

Você pode participar de qualquer evento da SNCT, já que todos são gratuitos. Basta se informar sobre ele no site nacional da Semana, em sites estaduais ou ainda nos meios de comunicação de sua cidade ou região. No site nacional da Semana, você encontrará as informações sobre todos os eventos da Semana que já estiverem registrados e também o contato dos coordenadores por estado, além de informações, notícias, artigos, clipes, links para vídeos de ciência e outros materiais. Se você tiver interesse em uma participação mais ativa, divulgando-a e organizando eventos, vá em frente e pense no que você pode realizar na sua instituição de pesquisa, na sua escola ou universidade, no seu bairro, na sua associação, em locais públicos etc. É importante que você cadastre no site a sua instituição e as atividades que pretende desenvolver. As informações recolhidas de todo o país ficarão disponíveis para o público e para a imprensa.

Publicado em http://semanact.mct.gov.br/index.php/content/view/1924.html

Se você quiser ver a programação dos eventos em Niterói, clique direto aqui.

Darwin e o Bambu Chinês

Imagem: www.cepolina.com
Conta a fábula que o carvalho foi arrancado pelos ventos e levado pelas águas na tempestade, enquanto o bambu continuava balançando-se, mas firmemente preso ao solo. Quando questionado, o bambu teria respondido:
_ Eu me curvo às intempéries conforme a força que têm. Assim, não sou derrubado e sobrevivo a elas.
Esquecendo a moral desta história e indo direto ao fato: o bambu chinês resiste a fortes ventos e tempestades, enquanto outras árvores com troncos mais grossos, podem ser arrancadas pelas raízes com as fortes ventanias.
Outro fato é que, depois de plantado, o bambu chinês aponta apenas um broto durante todo um primeiro ano. No segundo ano, continua apenas sendo um broto. No terceiro ano, ainda está lá apenas um brotinho. No quarto ano depois de plantado, aquele brotinho do bambu chinês continua lá se espreguiçando sobre a terra. Mas, no quinto ano... O tal brotinho cresce tanto que chega a atingir 25 metros de altura!
Esse brotinho e muitos outros, porque os bambus chineses estão quase sempre agrupados em florestas. Eles raramente crescem sozinhos.
A explicação científica é a seguinte: nos quatros anos anteriores ao milagre do seu crescimento, o bambuzinho não está parado. Ele está é se preparando para subir. Suas raízes se entrelaçam com as de outros, se espalhando e se aprofundando por debaixo da terra. Nesse período o brotinho vai acumulando energia para um crescimento espetacular.
Assim os bambus se preparam para enfrentar ventos fortes sem que suas raízes sejam arrancadas do chão no futuro. Com raízes fortes, o bambu chinês pode suportar todas as intempéries sem que isto afete sua sobrevivência.
E Darwin explicaria: os bambus que outrora (bem outrora!) cresceram rápido demais sem estarem com suas raízes fortes e preparadas foram arrancados pelo vento e perderam sua linhagem, desaparecendo da espécie. Mas os bambus mais enraizados se reproduziram e sobreviveram cada vez mais adaptados ao seu ambiente.
Ou seja, Darwin e a seleção natural das espécies têm tudo a ver com a fábula do bambu chinês que agüenta a ventania...

Mas, voltando à moral da história, a quanto vento devemos nos curvar?
Quanto podemos suportar antes de sermos derrubados pela ventania?

Veja resposta na Escala de Beaufort.

Considerando que a evolução das espécies é um processo muuuuuuito demorado, como os cientistas hoje puderam comprovar a teoria de Darwin?
A resposta é meio complicada...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Escova de dentes

A origem da escova de dentes data de milhares anos e está relacionada ao hábito desenvolvido por povos da antiquidade: os palitos de mascar. As pessoas mastigavam pequenos brotos ou raízes até que as fibras da ponta se desfiassem. Desta forma, os dentes poderiam ser "escovados".
Mas
há cinco mil anos atrás os chineses já se preocupavam com a necessidade de se ter dentes perfeitos para evitar a dor de dente. Eles observaram as cáries dos dentes extraídos e acreditavam que elas eram causadas por “vermes dentais brancos com a cabeça preta”. E prescreviam a cura para o mal que estes provocavam com purgativos, bochechos, massagens e pílulas.
Levou
um bom tempo, mas os chineses acabaram inventando aquilo que podemos chamar de “a primeira escova de dentes”, em 1498 d.C. Elas eram fabricadas da seguinte forma: as cerdas eram de pêlos de porco amarrados em cabos fabricados com varinhas de bambu (ou pedaços de ossos). Mais tarde, o pelo de porco das cerdas foi substituído por pelos de cavalo. No entanto havia um sério problema: os pelos dos animais mofavam por conta da umidade.
Mas
mesmo assim, entre toalhas e palitos, aquelas escovas eram o melhor objeto para se limpar os dentes. Tanto que os europeus passaram a fazer uso deste tipo de escova.
O
único problema é que na Europa era uma só escova para toda uma família! E aí, sobrava doença bucal para mãe, pai, irmão, irmã... Aliada ao fato de que as cerdas pontiagudas provocavam sangramentos, a escova de dentes passou a ser um objeto não recomendado entre aqueles europeus e era vista até mesmo como "perigosa".
Foram
necessários 490 anos para que aquela escova de dentes inventada pelos chineses assumisse ares mais modernos, com a invenção das cerdas de nylon...
Se,
hoje em dia, mesmo escovando diariamente os dentes ainda temos que enfrentar o dentista de vez em quando; imagine a tortura que não devia ser naqueles tempos...

Assim como as escovas de dentes, outros objetos incorporados à nossa rotina têm importância fundamental em nossa qualidade de vida. Você já pensou sobre isto?

terça-feira, 24 de junho de 2008

O Papel Moeda

O Papel Moeda

A China foi o primeiro país a utilizar o papel-moeda, no reinado do imperador Wu-Ti, da dinastia Song no séc. II a.c.
O uso do papel moeda é resultante de um longo processo, aí iniciado, em busca da simplificação do comércio. Os comerciantes precisavam dispor de grandes somas de dinheiro para as suas transações, e o transporte deste dinheiro em moedas metálicas, era difícil, devido ao seu peso, havendo ainda o perigo de assaltos às caravanas.
Assim, os comerciantes chineses começaram a depositar o seu dinheiro em moedas, e a obterem recibos destes depósitos, que eram usados para pagar as suas compras.
“Os grandes mercadores emitiam letras ou vales, denominados “dinheiro voador” em substituição das moedas de cobre e de ferro. A verdadeira nota aparece na China, por volta do século XI, com a emissão duma espécie de nota pagável em dinheiro, entrando assim em circulação o primeiro papel-moeda impresso. Estes bilhetes tinham a duração de dois ou três anos, mas o resgate depressa se alargava e ultrapassava os prazos de emissão, dilatando os meios de circulação e provocando uma inflação. A emissão excessiva provocou vários ciclos de inflação e de colapso monetário.”
Esta invenção só foi possível porque a China já dominava as técnicas de produção do papel embora o couro e o papiro tenham sido também anteriormente utilizados com este fim.
No período Song, surgiu o papel moeda propriamente dito, impresso com técnicas de xilogravura, onde destaca-se uma imagem e o selo do imperador. A emissão de papel moeda, entretanto, não extinguiu a emissão de moedas metálicas de diversos formatos, usando-se metais variados, entre os quais o bronze e a prata.

No Séc. XIV, quando Marco Pólo esteve na China, encontrou o uso disseminado do papel moeda, relatando o fato em seu retorno ao ocidente.
No ocidente, as primeiras notas de banco aceitas sem prazo de duração, destinadas a circular entre o grande público, só apareceram em 1656, em Estocolmo, Suécia.

Sugestões de atividades:
Pesquisa online nos sites:
http://www.minhachina.com/moeda2.htm
http://museudopapelmoeda.blogspot.com/2008/03/china-primeiro-papel-moeda-no-mundo.html

http://www.bcb.gov.br/htms/Seminarios/Museu2003/Gravuras.pdf

Visita ao Palácio do Ingá, para conhecer as oficinas de gravura, conhecendo as técnicas de xilogravura, primeira a ser usada para confecção de papel moeda, bem como as técnicas de gravura em metal.

Visita ao MAC para apreciar trabalhos nestas técnicas supracitadas.

Visita ao Centro Cultural do Banco do Brasil para aprofundamento das noções adquiridas pela pesquisa, sobre o uso do papel moeda e da importância das Fontes para a História.

Confecção de xilogravuras.

Confecção de texto relatando os passeios e resumindo o aprendizado, concentrando os relatos em duas abordagens:
Histórica
Artística



Postada por Dulce Terra
PTE- IEPIC


domingo, 15 de junho de 2008

Aperfeiçoando o arco e a flecha




"Os seres humanos vêm utilizando o arco-e-flecha desde o início dos tempos, para caçar, guerrear e, nos tempos modernos, como esporte. Foram encontradas pontas de flecha de pedra com mais de 50.000 anos na África, e o arco-e-flecha foi utilizado praticamente por todas as sociedades na Terra. Houve muitas ocasiões nas quais o arco-e-flecha mudou o rumo da história. Poucos esportes Olímpicos podem exibir essa grande herança!"

Pauline Edwards - Engenheira de Software
Imagem Google


Os chineses desenvolveram bestas (arcos montados horizontalmente e operados como uma pistola; lê-se com o "e" aberto, "bésta") e os exércitos e imperadores da China aprenderam a manejar o arco-e-flecha (você pode ver tropas armadas com bestas no exército de terracota de Xi An).





Foi inevitável que o arco como uma arma de guerra deixasse de ser utilizado quando pistolas e rifles se tornaram mais precisos e confiáveis. Em vez de desaparecer, o arco-e-flecha se tornou um esporte popular. Ele estreou nas Olimpíadas de 1900 em Paris, mas ficou de fora da competição por muitos anos, pois não havia um conjunto fixo de regras internacionais. Finalmente, ele retornou em 1972 em Munique e hoje é disputado tanto nas Olimpíadas de Verão (Individual Masculino, Individual Feminino, Equipe Masculina e e Equipe Feminina) como nas Olimpíadas de Inverno (Biatlo).













Mulheres competindo nas Olimpíadas de 1908 com arcos longos.








Olimpíada 1992


Vamos tentar acertar o alvo?

Jogo com arco e flecha
http://www.seed.slb.com/pt/scictr/watch/archery/game.htm


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Olimpíadas e invenções chinesas




Como seriam as Olimpíadas sem as invenções chinesas?



A contribuição da civilização chinesa para o desenvolvimento dos demais povos foi realizada através de suas invenções e descobertas nas mais diversas áreas do conhecimento.
Foi os chineses que criaram a tipografia (século VIII), o papel (século II a.C.), a bússola (século IV a.C.), a pólvora (ano 850), o papel-moeda (fins do século VIII).
Foram também invenções chinesas o compasso, os mastros múltiplos, as cartas marítimas, o leme. Foi na China que se
fizeram as grandes descobertas para utilização na gricultura. Foi de lá também que no século IV a.C. foi descoberto o uso do carvão de pedra, do petróleo e do gás como combustíveis.
Os sistemas de irrigação por gravidade, os canais navegáveis
e as pontes suspensas de corda e madeira, a primeira ponte de pedra em arco no ano 610 e até hoje intacta são criações da engenharia chinesa.
Dentre as invenções industriais e tecnológicas, todas criadas a.C. pode-se destacar a fundição do bronze, do ferro e do aço, a energia hidráulica, o balão, o pára-quedas.
Também na matemática criou-se o sistema decimal, o zero, a geometria. Na música, os sinos, os tambores, os timbres. Na medicina, a circulação do sangue, a imunologia, a endocrinologia.
Não se pode esquecer a fabulosa porcelana (século III), o jogo
de xadrez (século VI), o álcool (século VII), o fósforo (século IV), o relógio (século VIII). O sorvete, o macarrão, os óculos, a bicicleta, o calendário lunar e solar de uso simultâneo são alguns deles.
Na astronomia, há três mil anos, os chineses já conheciam os eclipses do sol e da lua. Foi na China a criação do primeiro sismógrafo para identificar terremotos.
O π foi calculado por Zu Chongzhi até ao sétimo dígito no século V.
A alquimia é identificada com a química Taoísta, com bases diversas da química atual.
Foram levados a cabo estudos de biologia extensivos e muito pormenorizados, que, ainda hoje são procurados e consultados, como as farmacopeias, género de catálogo de plantas medicinais.
A medicina tradicional e a cirurgia foram, durante muito tempo, avançadas, havendo ainda hoje, muitos adeptos destas práticas médicas. Um exemplo conhecido é o da acupunctura.


Fonte: Internet


As invenções chinesas




Invenção - Ano


Relógio - 2300 a. C.
Macarrão - 2000 a.C.
Relógio de Sol - 1000 a.C.
Cerâmica de alta temperatura - 1600 a.C.
Ferro batido - 1400 a.C.
Sistema decimal - 1400 a.C.
Leque - 770 a.C.
Arado de lâminas de ferro - 600 a.C.
Equitação - 500 a.C.
Bússola - 400 a.C.
Carrinho de mão - 200 a.C.
Besta - 200 a.C.
Pipa - 200 a.C.
Papel (bambu, casca de amoreira, cânhamo e seda) -

200 a.C.
Estribo - 200 d.C.
Sismômetro - 200 d.C.
Impressão - 600 d.C.
Porcelana fina - 600 d.C.
Pólvora - 600 d.C.
Relógio - 700 d C.
Primeiro livro - 800 a.C.
Fogos de artifício - 900 a. C.
Papel-moeda - 1000 d.C.
Impressão - 1200 d.C.
Ábaco - 1300 d.C.
Macarrão - 1300 d.C.
Navio de carga - 1500 d.C.
Sorvete - 1800 d.C.







Após uma leitura atenciosa do texto e tabela de cronologia, visando às necessidades de hoje em utilizar as invenções chinesas nas competições Olímpicas de 2008 em Pequim, se consideramos o eixo das abscissas com as invenções e o eixo das ordenadas os anos das mesmas, teremos um gráfico de função, dependendo das necessidades escolhidas, com uma determinada imagem e de classificação nos intervalos da função entre crescente e constante.


Pipas



EMPINANDO FORMAS GEOMÉTRICAS


Origem das pipas




Voar foi um sonho que ohomem sempre tentou realizar.
O primeiro vôo do homem está registrado na mitologia grega e conta que Ícaro e seu pai, Dédalo, aprisionado no labirinto de Creta pelo rei Minos, tentaram alcançar a liberdade voando. Construíram asas com cera e penas e conseguiram escapar. Apesar das recomendações do pai embevecido pela possibilidade de dominar os ventos, Ícaro negligenciou a prudência e chegou muito perto do Sol, que derreteu a cera das asas e precipitou-o ao mar matando-o.

As pipas surgiram desta tentativa frustrada de voar, quando o homem transferiu para um artefato de varetas, papel, cola e linha sua vontade de planar, de levantar vôo da terra firme.
O primeiro vôo de pipa se deu na China, em torno de 200 anos antes de Cristo.





A pipa no Brasil

Nós brasileiros conhecemos as pipas através dos colonizadores portugueses por volta de 1596.
Existem várias normas de segurança que devemos ter para empinar pipa. Acidentes estão sempre relacionados às pessoas que utilizam esta forma de lazer.

Não obstante os brinquedos eletrônicos estarem dominando o mercado, pode-se perceber que as pipas existem por todo o território nacional, apresentando, contudo outros nomes.

Papagaio: em todo o Brasil
Quadrado e Papagaio: interior de São Paulo
Pipa: São Paulo (capital) e Rio de Janeiro
Pandorga: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sul do Paraná
Raia: Norte do Paraná até Curitiba
Cafifa: Niterói -
Curica, Canguia e Pepeta: Região Norte
Arraia, Morcego, Lebreque, Bebeu, Coruja e Tapioca: Região Nordeste
Maranhão: Minas Gerais e interior de São Paulo



O nome da pipa em outros países:

Cometa - Espanha, Uruguai e países de língua castelhana
Papalote - México
Barrilete - Argentina
Papagaio - Portugal
Kite - Inglaterra, Estados Unidos e países de língua inglesa
Tayara - Líbano
Cerfvolant - França e países de língua francesa

Aetos - Grécia
Drachen - Alemanha Wau - Malásia
Aquiloni - Itália e países de língua italiana

Sarkany - Hungria
Takô - Japão Leijani - Finlândia
Shirosshi e Shiem - China Vliegers - Holanda
Drak - Tchecoslováquia (em Tcheco)

Drakar - Suécia
Jarkan - Tchecoslováquia (em Eslavo)

Didak - Bélgica
Volantin - Chile e alguns países de língua castelhana
Wau - Malásia
Sarkany - Hungria
Leijani - Finlândia
Vliegers - Holanda
Drakar - Suécia
Didak - Bélgica
Stell - Em Basco (região de Barcelona - Espanha)
Atok´er - Língua Maya
Tchiang - Nepal
Patang - India , Afeganistão
Vozdouchnei - Zmiei - Rússia
Chiriachirou - Sri Lanka
Caidéu - Vietnam
Wau - Indonésia
Yoah - Coréia


Observe as estruturas abaixo:














































Brincando de construir pipa trabalhamos com matemática, geometria plana e espacial. Utilizando as leis da fisica e realçando com a arte, levaremos mais beleza às formas criadas.
Festivais de Pipas
Imagens Google































E por falar em pipas:


Você já viu ? Você já leu ?






Você conhece Portinari?

Então, como fazer uma pipa?

http://www.jfservice.com.br/infantil/arquivo/oficina/2003/09/03-pipa/
http://www.klickeducacao.com.br:8000/klickids/arte/arte04/arte04a.asp
http://www.cteep.com.br/rc/pipas/2005/htm/passatempo/montar.htm
http://www.jangadabrasil.com.br/novembro/ca31100d.htm
http://www.jogos.antigos.nom.br/pipa.asp
http://www.trafor.com.br/labPipa.php

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Carboidratos e outros nutrientes

Ovos e farinha. Isso faz macarrão de tudo que é jeito: espaguete, parafuso, goela de pato, talharim, farfale, penne e outros nomes de origem italiana. Sim, porque embora não tenham inventado o macarrão, os italianos levaram este alimento para todos os países para os quais emigraram.

O macarrão é um alimento de consumo universal, Ele é ótimo para a saúde, pois é rico em carboidratos, que são fonte de energia para o organismo. Por isso, o macarrão é um dos alimentos que fazem parte da base da pirâmide alimentar.
Além de ser rico em nutrientes, o macarrão é um alimento leve e que poder ser preparado de diversas formas e com diversos molhos.
Diferentemente do que muitas pessoas pensam macarrão não engorda. Os queijos gordurosos, as lingüiças, o presunto e as salsichas que costumamos colocar em cima deles é que engordam. Ninguém diz que comeu “molho com macarrão”, diz-se apenas que comeu “macarronada”, e aí o coitado do macarrão leva a culpa pelos quilinhos a mais!

Uma refeição com espaguete ao molho à bolonhesa, acompanhado com uma salada de folhas e uma fruta é ideal para quem deseja manter a alimentação balanceada. Esta combinação tem todos os nutrientes necessários para uma refeição.

Os chineses fazem um macarrão delicioso, com pouquíssima gordura. O Yaksoba. É um prato completo, pois contém todos os nutrientes necessários: um pouquinho das gorduras (óleo de soja ou gergelim), proteínas (do frango, carne ou camarão), vitaminas e sais minerais diversos (dos legumes e verduras como cenoura, brócolis, e até broto de bambu!) e os carboidratos (da massa).

Mas é preciso cuidado. Como é gostosinho demais, às vezes a gente exagera! E aí sim, macarrão engorda!!!

Você sabe como fazer um yaksoba?

Veja aqui.

A turma 501- EJA do Mabreu fez um yaksoba coletivo. Seria para participar do concurso de culinária da escola, mas como o concurso demorou... Veja as fotos.

No meio do mapa...


O mapa acima tem o seu original, chinês, datado de 1498, e a maior diferença em relação àqueles que a gente costuma ver nos atlas escolares, além das cores e dos traços, é a posição dos países. O meridiano zero está deslocado para a esquerda e a China está mais próxima ao meio do planisfério,
Nos Estdos Unidos também são utilizados planisférios onde este país tem posição centralizada.

Será que isto está relacionado ao ponto de vista daquele que estaria lendo o mapa?
Podemos construir um planisfério colocando também o Brasil no centro do mundo?
Como isto poderia ser feito?


Observe os meridianos no mapa abaixo e experimente...

Mas, voltando ao mapa chinês:

Se ele foi mesmo desenhado em 1498, como os chineses sabiam da existência do Continente Americano se Colombo descobriu a América poucos anos antes?

Onde fica o País do Macarrão?


Observe o planisfério atentamente, e localize-o entre os paralelos 20N e 50N e os meridianos 80E e 140E. Cor Amarelo Escuro

(Clique no mapa e faça um link com o endereço original, onde você poderá ampliar a figura).

Que tal verificar onde se situam os países dos outros povos aos quais se atribui a invenção do macarrão?

Cor do País: Laranja Coordenadas: P 40N e 50N e M 10E e 20E

Cor do País: Rosa Coordenadas: P 30N e 40N e M30E e 40E

Cor do País: Verde Coordenadas: P 30N e 40N e M40E e 50E

Lembrete: Algumas civilizações antigas ocupavam espaços definidos hoje em dia por mais de um país.

Afinal, quem inventou o macarrão?

Enquete realizada pela turma 501 da EJA (Mabreu):

Pergunta

Sim

Não

1

Você gosta de macarrão?

43

4

2

Você sabe quais os ingredientes compõe a massa do macarrão?

17

30

3

Você sabe quais nutrientes existem em um prato de macarrão?

10

37

4

Você sabe qual povo inventou o macarrão?

32*

15

* Em pergunta específica: “Qual povo inventou o macarrão?” 22 pessoas responderam que foram os italianos.

Observe que a maioria das pessoas disse conhecer o povo que inventou o macarrão, e dentre estas, 22 apontaram ser os italianos os inventores dessa iguaria. Que tal descobrir como foi verificada e comprovada a origem desse prato?

Veja em “A Origem Perdida do Macarrão”.

E então?

De que forma os cientistas verificaram a origem do macarrão? Em que eles se basearam para fazer esta afirmativa? Será que a verdade desta afirmativa poderá ser questionada futuramente?

Agora, pense bem:

Por que alguns cientistas ficam escavando buracos?

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Invenções e Tecnologias da China

Os antigos chineses eram cientificamente muito avançados. Inventaram a bússola, a pólvora, o papel e a impressão, as 4 grandes invenções da China Antiga.
O papel foi inventado por um oficial do governo na dinastia Han Oriental, misturando casca de amoreiras e fibra de bambu com água, que drenou e secou em uma espécie de peneira.
Diferentes tipos de papéis foram desenvolvidos para atender a diferentes finalidades. Para a caligrafia, por exemplo, foi desenvolvido um papel a partir da fibra de pinheiro.
A impressão seguiu-se à arte da produção de papel. O mais antigo texto impresso teve origem em 868 DC: uma escritura budista.
Cabe aos chineses também a invenção dos tipos móveis. Os primeiros eram grvados em madeira, e posteriormente em argila - o que mostrou-se inviável devido ao sua fragilidade diante do esforço para impressão.
Já naquele período a impressão facilitou a difusão do conhecimento entre a elite alfabetizada e a aristocracia chinesa.
Os primeiros usos da bússola na China estiveram associados a adivinhações devido as propriedades magneticas do óxido de ferro, o magneto. Há referências de uso da bússola na exploração de lugares desconhecidos através de um livro denominado "Livro do Mestre do Vale do Demônio". O almirante Zheng He aparece oficialmente como o primeiro a utilizar a bússola para orientação pelo mar, em 8 grandes viagens empreendidas pelo governo chinês.

A invenção da pólvora aconteceu no século VIII, na combinação de salitre e enxofre com carvão, utilizada inicialmente para a fabricação de fogos de artifício. Com a invenção de granadas de mão, onde as substâncias eram acondicionadas em bolas ocas de cerâmica, aconteceu a evolução para o seu uso bélico.

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Apresentação do projeto que deu origem a este blog: